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domingo, 16 de julho de 2023

Entenda por que há tantas igrejas evangélicas diferentes | Reconsaj Noticias


Existem muitas razões que contribuíram para haver tantas igrejas diferentes. A grande variedade de igrejas e denominações é muito complexa, com várias que seguem os princípios fundamentais da Bíblia com uma visões diferentes. No Brasil foram abertos 17 novos templos por dia no país só em 2019, entre eles, há igrejas conservadoras e inclusivas, acolhendo pessoas LGBQIA+, e até mesmo aquelas que unem fiéis por estilos musicais em comum.
De acordo com o pesquisador Victor Araújo, cientista político da Universidade de Zurique, na Suíça, as igrejas evangélicas podem ser classificadas como:
Missionárias: a religião missionaria é muito ligadas às ideias que vieram da reforma protestante do século 16. São as primeiras igrejas evangélicas que chegaram ao Brasil. Um exemplo, a Batista e a Metodista).
Pentecostais: aceitam a manifestação do Espírito Santo e acreditam que ela pode levar a curas e a eventos sobrenaturais. Um exemplo é a Assembleia de Deus.
Neopentecostais: a religião se diferem dos pentecostais por alguns costumes, como uma maior presença nos meios de comunicação. Entre os exemplos, está a Universal do Reino de Deus.
O nascimento do protestantismo, ocorrida na Europa do século 16, rejeitava a supremacia papal e discordava dos sacramentos da Igreja Católica. O propulsor do movimento foi Martinho Lutero, que publicou em 1517 as "Noventa e cinco teses", em que argumentava que apenas a fé na Bíblia e escrituras sagradas seria o caminho para a salvação.
No século 16, o protestantismo no Brasil se multiplicou com a influência dos ingleses, mas com a chegada de missionários dos Estados Unidos, no século 19, nascem grupos agregando a realidade do país à religião. A partir daí, novas formatos de religião são criados. A ideia de evangelizar faz com que igrejas também se apropriem daquilo que antes era considerado mundano. Já nos anos 1940, o rádio, a TV e a música tornam-se aliados para a pregação do Evangelho, conquistando novos públicos.
Com o crescimento das cidades, há o surgimento de "tribos" no universo evangélico. No mundo urbano, as pessoas passam por um processo de individualização, o que permite mais escolhas baseadas nessa individualidade. Portanto, desde o surgimento, igrejas evangélicas são plurais. Entre elas há divergências sobre a interpretação da Bíblia e isso explica por que é possível tantas igrejas diferentes coexistirem em uma mesma religião.
                                           Fonte: UOL

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