
Homem pisam na cabeça de jovem vítima de suposto estupro coletivo no Rio de janeiro
Rio de Janeiro, 07 de março de 2026 – Um vídeo chocante, supostamente gravado pelos próprios agressores, vazou nas redes sociais nos últimos dias e mostra cenas de extrema violência contra uma adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. As imagens, que se espalharam rapidamente pela internet, registram os acusados pisando na cabeça da jovem, desferindo tapas e chutes enquanto a submetem a abusos.
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De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro de 2026, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. A vítima foi atraída ao local por um ex-namorado, menor de idade, em uma emboscada premeditada, segundo o delegado titular Ângelo Lages. Enquanto mantinha relação sexual consensual com o jovem que a convidou, outros quatro rapazes entraram no quarto e passaram a agredi-la e violentá-la sexualmente.
VEJA O VÍDEO:
A jovem sofreu lesões graves nas partes íntimas e em várias regiões do corpo, confirmadas por exame de corpo de delito. O laudo pericial corrobora o relato da vítima, que descreveu cerca de uma hora de violência sexual, física e psicológica, incluindo coação, tapas, chutes e socos. A polícia classificou o caso como estupro coletivo qualificado (pelo concurso de pessoas e pela vítima menor de 18 anos) e cárcere privado.
Quatro homens maiores de idade foram indiciados: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos), Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19 anos) e João Gabriel Xavier Bertho (19 anos). Um adolescente de 17 anos, que teria planejado o encontro, responde por ato infracional análogo ao crime. Parte dos suspeitos já se apresentou à polícia ou foi presa, mas as investigações continuam, inclusive sobre possíveis outros casos envolvendo o mesmo grupo.
A divulgação do vídeo pelos próprios acusados — antes mesmo de o caso ganhar ampla repercussão na mídia — agravou a exposição da vítima e gerou indignação nas redes sociais e em movimentos feministas. Especialistas alertam para o risco de revitimização secundária e a necessidade de punição exemplar para crimes dessa natureza.
A Polícia Civil reforça que a disseminação das imagens configura crime adicional (divulgação de cena de estupro ou pornografia sem consentimento) e pede que internautas não compartilhem o material, além de colaborar com informações que ajudem na localização de foragidos.
O caso reacende o debate sobre violência sexual contra mulheres e adolescentes no Rio de Janeiro, especialmente em ambientes de suposta confiança, e destaca a importância de denúncias imediatas e apoio às vítimas. A investigação segue em andamento, com o Ministério Público já atuando no processo.
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