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Glaucoma; Cientistas da Universidade Sun Yat-Sen criam lente de contato inteligente que trata a doença; Veja como funciona. | Reconsaj Noticias




Os cianetores da Universidade Sun Yat-Sen — em Guangzhou, China — desenvolveram uma lente de contato inteligente capaz de tratar glaucoma, uma doença grave causada pelo aumento da pressão intraocular, levando à perda de visão. O dispositivo detecta o aumento dessa pressão e administra medicamentos automaticamente conforme necessário.
A lente funciona da seguinte forma: sua camada externa tem seis pequenas placas de cobre dispostas em um anel ao redor da pupila que detectam a deformação ocular causada pelo aumento da pressão. Dados sobre sua segurança e eficácia foram publicados na revista Nature.
Além disso, uma antena colocada perto do olho transmite os dados para um computador próximo, e a camada interna da lente é carregada com um remédio chamado brimonidina, liberado quando a lente recebe um sinal do computador através dessa antena.
No artigo, os pesquisadores mencionam testes em coelhos, o que nos permitiu descobrir que a pressão ocular desses animais diminuiu 30% após 30 minutos e mais de 40% após 2 horas de uso das lentes.
Lente de contato inteligente sabe quando o olho precisa receber medicamentos para glaucoma (Imagem: Rawpixel/Envato)
"A realização dessa tecnologia para uso em locais de atendimento pode revolucionar a vida de milhões de pacientes com glaucoma. Seria uma adição às ferramentas do oftalmologista", argumentam os autores do estudo.
Glaucoma
A origem do glaucoma está associada a algumas doenças, como diabetes, e os sintomas mais frequentes são scotomas (manchas escuras), olhos avermelhados e aguados, fotofobia (sensibilidade à luz), dor nos olhos e dor de cabeça.
Esses sinais surgem quando cerca de 50% das células são atrofiadas, e o perigo é que elas são praticamente imperceptívels, permitindo que a doença subisse em estágios avançados de forma "silenciosa". Se o glaucoma não for tratado corretamente, pode levar a lesão permanente do nervo óptico e progredir para cegueira.
Fonte: Nature via New Scientist; Instituto Nacional de Olhos

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