
‘Fortes indícios’: mulher conta como encontrou objeto supostamente usado para matar cão OrelhaFoto: Montagem/ND Mais
A morte do cão Orelha, em Florianópolis, ganhou novos desdobramentos após a descoberta de um objeto que pode ter sido usado na agressão.
Uma professora afirma ter encontrado, na praia, uma haste de guarda-sol com marcas que considera suspeitas.
A advogada Antilia Reis, que acompanha o caso, diz que há “fortes indícios” de que o objeto esteja relacionado à causa da morte e promete medidas judiciais para reavaliar a perícia.
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Objeto foi encontrado um mês depois
O cão Orelha morreu em 5 de janeiro. A haste foi localizada apenas em 7 de fevereiro, em uma área de vegetação próxima a um deck na praia. Segundo a professora, o objeto estava parcialmente escondido em meio ao mato e apresentava amassados e manchas escurecidas.
Ela decidiu guardar o material e procurou um grupo de ativistas que acompanha o caso. O item foi apresentado em reportagem do Domingo Espetacular.
Questionada sobre o que chama atenção na descoberta, a advogada Antilia Reis afirmou que causa estranheza o fato de o possível instrumento da agressão não ter sido localizado antes.
“Se no primeiro atendimento veterinário já havia indicação de que um objeto contundente provocou o traumatismo que levou à morte, por que ninguém foi procurar?”, questionou.

Professora afirma ter encontrado, na praia, uma haste de guarda-sol que considera suspeitaFoto: Domingo Espetacular/ND Mais
Cão Orelha foi exumado pelo MPSC
O primeiro laudo pericial, com base no relatório de atendimento clínico veterinário, indicava lesão grave na região da cabeça, principalmente no lado esquerdo da face, com inchaço intenso, protusão do olho esquerdo, sangramento bucal e nasal e possíveis fraturas na mandíbula e no maxilar.
Posteriormente, Orelha foi exumado por determinação do Ministério Público de Santa Catarina. O laudo da exumação apontou que não foram constatadas fraturas ou lesões atribuíveis à ação humana, inclusive no crânio.
Os peritos, porém, registraram que a ausência de fraturas não significa inexistência de trauma cranioencefálico. A literatura técnica citada no documento destaca que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas ósseas visíveis, embora possa ser fatal.
A advogada contesta a conclusão e afirma que ingressará com ação judicial para revisar a exumação e solicitar o confronto da haste com o crânio do animal, inclusive com possibilidade de exame de DNA.
Segundo ela, o objetivo é estabelecer o nexo causal entre a agressão e a morte. “Não é uma certeza, mas temos fortes indícios”, declarou.

O laudo da exumação apontou que não foram constatadas fraturasFoto: Montagem/ND Mais
Pedido de federalização
Antilia Reis também afirmou que pretende solicitar ao procurador-geral da República a transferência da competência da investigação da esfera estadual para a federal.
Suspeito e andamento da investigação
Um adolescente é suspeito de ter agredido o cão Orelha. A Polícia Civil pediu a internação provisória do menor. Outros três jovens, inicialmente considerados suspeitos, foram descartados após análise de imagens e dados de localização.
O caso segue sob investigação e continua gerando mobilização de moradores e ativistas na capital catarinense.
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