Chuvas intensas na cidade costeira de Safi, no litoral atlântico do Marrocos, causaram a morte de pelo menos 37 pessoas, tornando-se o fenômeno mais mortal do tipo no país nas últimas duas décadas. Na 2ª feira (15/12), operações de busca e resgate continuavam, enquanto sete sobreviventes ainda estavam no hospital, dois deles em terapia intensiva, anunciaram as autoridades.
O primeiro-ministro marroquino, Aziz Akhannouch, afirmou que “37 milímetros de chuva caíram em um curto período de tempo e atingiram o histórico bairro de Bab Chabaa [em Safi], que é atravessado por um rio, causando a morte de inúmeros comerciantes e trabalhadores”. Pelo menos 70 casas e comércios no centro histórico da cidade foram inundados, informam BBC e Al Jazeera.
Safi, que abriga 350 mil pessoas, é famosa por sua cerâmica artesanal. Segundo o Le Monde, uma corrente de lama arrastou carros e lixeiras da cidade. Junto com detritos, a destruição bloqueou ruas, obrigando escolas a ficarem fechadas por pelo menos três dias.
O Marrocos enfrenta uma seca severa pelo sétimo ano consecutivo. Como Bloomberg e Reuters explicam, o solo ressecado tem dificuldade em absorver chuvas prolongadas. Além disso, o ano de 2024 foi o mais quente já registrado na região.
A “falta de infraestrutura e anos de seca” contribuíram para a situação, disse Khalil Sidki, membro da filial local do grupo marroquino de defesa dos Direitos Humanos AMDH. Segundo a Direção Geral de Meteorologia (DGM), os próximos dias devem ter mais tempestades e até neve em diversas regiões do país, incluindo a cidade de Safi.
WION, All Africa, AP e France 24 também noticiaram as fortes chuvas no Marrocos.

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