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Os evangélicos trocam marcha para Jesus por macha para Bolsonaro


São Paulo – Bolsonaristas receberam o pré-candidato à reeleição à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL), com uma arma gigante em Marcha para Jesus em Vitória, no Espírito Santo, neste sábado (23). O ato organizado por setores da igreja evangélica conseguiu juntar em um só o improvável: toda a violência, ódio e morte simbolizados pelas armas e a mensagem do amor e da vida pregada na Bíblia por Jesus.

Além da réplica gigante de um revólver, que o apoioador de Bolsonaro mandou confeccionou e desfilou pelas ruas de Vitória puxado por um luxuoso carro amarelo, houve ainda outra demonstração de ódio. Ou quem sabe mais uma ameaça em meio à escalada da violência política: o desfile de uma replica de um caixão pintado com as cores e a bandeira do PT.

Há três semanas, o guarda municipal e liderança petista Marcelo Arruda foi assassinado por um bolsonarista. O assassino, Jorge Guaranho, invadiu a festa de Marcelo, que completava 50 anos. Entrou atirando e gritando “aqui é Bolsonaro, seus filhos da puta” em um aniversário cujo tema era Lula e o PT.

Em seu discurso em Vitória, Bolsonaro voltou a ameaçar um golpe contra a democracia, com o velho discurso de combate ao “comunismo”. “Dobro meus joelhos, elevo meus pensamentos ao senhor e peço que o povo brasileiro não experimente as dores do comunismo”, disse o pré-candidato. Bolsonaro nada fala sobre os quase 700 mil mortos pelas consequências da pandemia de covid-19. Nem se refere a medidas para conter o avanço da fome, que atinge mais de 33 milhões de pessoas no país.

A organização do evento havia proibido discursos de todos os políticos e pré-candidatos. A única exceção prevista era o presidente Bolsonaro. A Marcha foi convocada pelo Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política.

Após a Marcha para Jesus, Bolsonaro aproveitou para mais uma motociata, acompanhado de apoiadores. O grupo percorreu o trajeto do aeroporto de Vitória até a vizinha de Vila Velha. Forças policiais coordenadas pelo Exército fizeram a segurança de Bolsonaro. Hoje ele participa da convenção do PL que deverá confirmar sua candidatura e de seu vice, o general Braga Netto (PL).

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