Moro agora diz que suas entrevistas em que defendeu Bolsonaro não são mais verdadeiras

"Até minha demissão, não permiti que essas tentativas prosperassem. Então, as entrevistas de janeiro e março sobre o presidente não interferir na PF eram verdadeiras, mas não são mais", afirmou o ex-ministro Sérgio Moro

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro agora nega a veracidade de várias entrevistas concedidas por ele afirmando que Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) não interferia na Polícia Federal, entre elas uma para o programa Roda Viva, da TV Cultura.
De acordo com o ex-juiz, a situação àquela altura estava sob controle, mas o cenário mudou.
"É fato notório, afirmado pelo próprio presidente da República, suas reiteradas tentativas de interferência na PF, com troca de superintendentes e do diretor-geral", disse o ex-magistrado à coluna de Bela Megale, no Globo.
"Até minha demissão, não permiti que essas tentativas prosperassem. Então, as entrevistas de janeiro e março sobre o presidente não interferir na PF eram verdadeiras, mas não são mais", declarou.
Em coletiva de imprensa na sexta-feira (24), quando anunciou a demissão, Moro apontou crime de responsabilidade de Bolsonaro. "O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF", denunciou.
De acordo com pesquisa instantânea feita pelo Ideia Big Dat, 65% dos entrevistados afirmaram que Bolsonaro mente sobre a crise da PF.

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